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Pesquisa
de Ulisses Azeredo |
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A
passagem de Drácula e de Vampiros, dos livros aos filmes, tornou-se
uma história interessante. Em 1922, resolveram fazer uma adaptação
cinematográfica do romance Drácula de Bram Stoker. Os produtores
alemães criaram uma versão independente da história de Stoker,
mudando somente os nomes dos personagens e lugares. O filme foi um
épico mudo, intitulado Nosferatu. Um vampiro assustador, pois tinha
realmente uma aparência esdrúxula. Embora muitos fãs de Drácula
achem que Nosferatu é um excelente filme, os pobres cenários
interiores, o incrível exagero, e a aparência extremamente anêmica
do Conde Orlock (que parece ter sido feito do mesmo material que se
faz meias brancas), não fizeram do filme o clássico que poderia
ter sido. A figura esquálida e horrenda do vampiro era
protagonizada por Max Schreck, que desempenhou o seu papel de forma
bem convincente para a época. Melhores dias ainda viriam para o
vampirismo e, em 1927, um show intitulado Drácula, surgiu no palco
da Broadway, estrelado por um ator húngaro, chamado Bela Lugosi. O
show teve muito sucesso, o que fez com que a Universal decidisse
filmar Drácula, baseando-se mais no show do que no romance de
Stoker.
- Contudo,
O filme que foi rodado em 1931, era mais assustador que a II
Guerra Mundial e, tornou um dos maiores sucessos da Universal,
trazendo uma enorme fama a Bela Lugosi, cujo nome até hoje nos
causa arrepios. Mas, por mais incrível que pareça, Lugosi fez
o papel do conde em somente um filme: Drácula, aparecendo muito
rapidamente em Abbott and Costello. Apesar do sucesso do filme,
a Universal não foi bem sucedida nos seguintes: A Filha de Drácula
e O Filho de Drácula, onde Drácula não aparecia. Esses filmes
serviram unicamente para manter o nome de Drácula vivo nas
telas. A Universal, então, decidiu reunir todos os seus
monstros juntos em uma só produção. Infelizmente, havia
tantos personagens que a história acabou se perdendo. O título
do filme era House of Frankenstein, e nele estavam o monstro de
Frankenstein, vampiros, incluindo Drácula, o Lobisomem, um
cientista louco e um corcunda. Não exatamente uma amigável
reunião. Mas, o filme foi surpreendentemente bem, e a Universal
partiu para outro, intitulado House of Drácula, com todos os
monstros acima e mais Jekyll e Hyde, por medida de precaução.
- Neste
filme, Drácula, representado por John Carradine, empenha-se
para encontrar a cura para o seu vampirismo; o Lobisomem procura
curar seu problema de crescimento de cabelo, e os dois juntos,
acabam encontrando o monstro de Frankenstein. Nisto, surge um médico
louco, que consegue matar Drácula, só para ele próprio se
tomar um vampiro e lutar com Frankenstein.
- Embora
estas cenas tenham sido um tanto confusas, o filme teve bons
momentos. Carradine esteve excelente, no seu papel de Drácula,
dando uma profundidade ao personagem que Lugosi jamais conseguiu
dar.
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Nos
anos seguintes, surgiram muitos filmes sobre Drácula, a maioria sem
valor. Mas, com Horror of Drácula, a Hammer Films trouxe de volta
um filme de vampiro, que realmente merecia ser visto. Estrelado por
Christopher Lee, a fita Horror of Dracula, filmada a cores,
introduziu moças sedutoras para preencher as noites de Drácula.
Desnecessário dizer que ninguém se importou com isso. E a Hammer
continuou a filmar vários clássicos da série de filmes de Drácula.
O ano de 1972 provou ser um excelente ano para os filmes de Drácula,
com várias fitas lançadas ao mesmo tempo.
Em Whatever Happened
to Count Dracula, vemos o nosso vampiro favorito viajando para
hollywood, a fim de dar mordidas nas adoráveis estrelas. Este é um
dos poucos filmes
em que Drácula
não morre, no final. Ele e sua noiva terminam caminhando ao pôr-do-sol
(ou nascer-do-sol?) juntos.
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Em Dracula Meets Frankenstein, Zandor Vorkov faz o papel do conde, que procura o Dr. Frankenstein
para preparar-lhe um soro, que lhe permita andar nas ruas durante o
dia. Em troca da ajuda de Frankenstein, Dracula lhe devolve o corpo
do velho monstro. Naturalmente, mais tarde, há uma luta entre os
dois monstros e Drácula sai vitorioso, mas não para sempre, porque
antes que o filme acabe, ele morre vítima da luz do dia. Blacula
surge como um excelente filme sobre um vampiro negro. Enquanto a
maioria dos filmes retrata o vampiro como totalmente sem coração,
Blacula é piedoso. Ele é um monstro, mas também é um homem. No
papel do vampiro estava William Marshall. Em 1979, foi feito um
excelente remake de Nosferatu e para o papel do conde Orlock foi
escolhido o ótimo ator Klaus Kinski, tendo ainda a bela participação
de Isabelle Adjani, como esposa de Harker. O filme tem toda
atmosfera que o original não criou de fato e fez sucesso na época.
Está disponível
em DVD. Vale
a pena ver. Embora no Cinema vários atores tenham desempenhado o
papel de vampiros ou de Drácula, entre alguns: Conrad Veidt, Lon
Chaney pai, Lon Chaney Jr. e até mesmo Jack Palance. Christopher
Lee, neste gênero, foi sem dúvida, o mais carismático destes
atores e Certamente, por ser o mais completo e atuante deles...
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| Acima:
Christopher Lee, o mais conhecido Drácula do Cinema. Atuou em
filmes do Conde, até a década de 80. |
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