Acima: Max Schreck como Conde Orlock no aterrador Nosferatu de 1922. Logo abaixo  Bela Lugosi no famoso Drácula de 1931. 

Aqui acima John Carradine, um dos bons interpretes de Drácula no Cinema. 

Jack Palance acima, também foi Drácula. Atuou em 1974.

Aqui Klaus Kinski e Isabela Adjani no belo remake de Nosferatu em 1979.

2007 - Nostalgia do Terror - Direitos Reservados

Pesquisa de Ulisses Azeredo

A passagem de Drácula e de Vampiros, dos livros aos filmes, tornou-se uma história interessante. Em 1922, resolveram fazer uma adaptação cinematográfica do romance Drácula de Bram Stoker. Os produtores alemães criaram uma versão independente da história de Stoker, mudando somente os nomes dos personagens e lugares. O filme foi um épico mudo, intitulado Nosferatu. Um vampiro assustador, pois tinha realmente uma aparência esdrúxula. Embora muitos fãs de Drácula achem que Nosferatu é um excelente filme, os pobres cenários interiores, o incrível exagero, e a aparência extremamente anêmica do Conde Orlock (que parece ter sido feito do mesmo material que se faz meias brancas), não fizeram do filme o clássico que poderia ter sido. A figura esquálida e horrenda do vampiro era protagonizada por Max Schreck, que desempenhou o seu papel de forma bem convincente para a época. Melhores dias ainda viriam para o vampirismo e, em 1927, um show intitulado Drácula, surgiu no palco da Broadway, estrelado por um ator húngaro, chamado Bela Lugosi. O show teve muito sucesso, o que fez com que a Universal decidisse filmar Drácula, baseando-se mais no show do que no romance de Stoker.

Contudo, O filme que foi rodado em 1931, era mais assustador que a II Guerra Mundial e, tornou um dos maiores sucessos da Universal, trazendo uma enorme fama a Bela Lugosi, cujo nome até hoje nos causa arrepios. Mas, por mais incrível que pareça, Lugosi fez o papel do conde em somente um filme: Drácula, aparecendo muito rapidamente em Abbott and Costello. Apesar do sucesso do filme, a Universal não foi bem sucedida nos seguintes: A Filha de Drácula e O Filho de Drácula, onde Drácula não aparecia. Esses filmes serviram unicamente para manter o nome de Drácula vivo nas telas. A Universal, então, decidiu reunir todos os seus monstros juntos em uma só produção. Infelizmente, havia tantos personagens que a história acabou se perdendo. O título do filme era House of Frankenstein, e nele estavam o monstro de Frankenstein, vampiros, incluindo Drácula, o Lobisomem, um cientista louco e um corcunda. Não exatamente uma amigável reunião. Mas, o filme foi surpreendentemente bem, e a Universal partiu para outro, intitulado House of Drácula, com todos os monstros acima e mais Jekyll e Hyde, por medida de precaução.
Neste filme, Drácula, representado por John Carradine, empenha-se para encontrar a cura para o seu vampirismo; o Lobisomem procura curar seu problema de crescimento de cabelo, e os dois juntos, acabam encontrando o monstro de Frankenstein. Nisto, surge um médico louco, que consegue matar Drácula, só para ele próprio se tomar um vampiro e lutar com Frankenstein.
Embora estas cenas tenham sido um tanto confusas, o filme teve bons momentos. Carradine esteve excelente, no seu papel de Drácula, dando uma profundidade ao personagem que Lugosi jamais conseguiu dar.

Nos anos seguintes, surgiram muitos filmes sobre Drácula, a maioria sem valor. Mas, com Horror of Drácula, a Hammer Films trouxe de volta um filme de vampiro, que realmente merecia ser visto. Estrelado por Christopher Lee, a fita Horror of Dracula, filmada a cores, introduziu moças sedutoras para preencher as noites de Drácula. Desnecessário dizer que ninguém se importou com isso. E a Hammer continuou a filmar vários clássicos da série de filmes de Drácula. O ano de 1972 provou ser um excelente ano para os filmes de Drácula, com várias fitas lançadas ao mesmo tempo. Em Whatever Happened to Count Dracula, vemos o nosso vampiro favorito viajando para hollywood, a fim de dar mordidas nas adoráveis estrelas. Este é um dos poucos filmes em que Drácula não morre, no final. Ele e sua noiva terminam caminhando ao pôr-do-sol (ou nascer-do-sol?) juntos.  

Em Dracula Meets Frankenstein, Zandor Vorkov faz o papel do conde, que procura o Dr. Frankenstein para preparar-lhe um soro, que lhe permita andar nas ruas durante o dia. Em troca da ajuda de Frankenstein, Dracula lhe devolve o corpo do velho monstro. Naturalmente, mais tarde, há uma luta entre os dois monstros e Drácula sai vitorioso, mas não para sempre, porque antes que o filme acabe, ele morre vítima da luz do dia. Blacula surge como um excelente filme sobre um vampiro negro. Enquanto a maioria dos filmes retrata o vampiro como totalmente sem coração, Blacula é piedoso. Ele é um monstro, mas também é um homem. No papel do vampiro estava William Marshall. Em 1979, foi feito um excelente remake de Nosferatu e para o papel do conde Orlock foi escolhido o ótimo ator Klaus Kinski, tendo ainda a bela participação de Isabelle Adjani, como esposa de Harker. O filme tem toda atmosfera que o original não criou de fato e fez sucesso na época. Está disponível em DVD. Vale a pena ver. Embora no Cinema vários atores tenham desempenhado o papel de vampiros ou de Drácula, entre alguns: Conrad Veidt, Lon Chaney pai, Lon Chaney Jr. e até mesmo Jack Palance. Christopher Lee, neste gênero, foi sem dúvida, o mais carismático destes atores e Certamente, por ser o mais completo e atuante deles...  

Acima: Christopher Lee, o mais conhecido Drácula do Cinema. Atuou em filmes do Conde, até a década de 80. 

 

Clique e veja mais imagens:  
Bela Lugosi -
Cris Lee - Conrad Veidt - Klaus Kinski - William Marshall