O Fantástico nas
Histórias em Quadrinhos. Esse era o título da resenha que iniciava o
primeiro número da Kripta original. Onde se pincelava primeiro a
história do terror mundial, com exemplos que vinham de Horace
Walpole (escritor da novela gótica O Castelo de Otranto), ao
Frankenstein de Shelley, passando por Drácula de
Stoker, chegando ao século XX, com Poe. Assim,
iniciava-se a publicação que vingaria quase setenta números, não chegando
a essa marca, por ser abocanhada por grandes editoras que aportavam no
Brasil com força total, trazendo o melhor da era de prata dos
super-heróis, que já tinha sido iniciado com a EBAL e seus
inúmeros selos autorais, lá pelos anos 70. O Castelo de
Drácula, inicia a revista, um pequeno conto, para mostrar a
verdadeira história do Conde da Transilvânia. Que ele é um personagem
real, biribi bórobó... um prelúdio com argumento de Fred Ott e
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Consagrado a Kripta, a RGE começou a
voar um pouco mais alto. Talvez alto demais. Nesta época, a Bloch
Editores já apostava no mesmo filão (como visto em História da Kripta
parte II) e trazia ao Brasil grandes nomes da editora americana
Marvel, com edições de terror. No Brasil também acontecia o que muitos
editores chamaram de "febre pelo horror", onde a Editora Vecchi,
do Otacílio, e a D-Art, do Zalla também
apostaram tudo. Publicações e mais publicações de terror, títulos
nacionais como Spektro, Histórias do Além,
Sobrenatural, Almanaque Medo, Calafrio,
Mestres do Terror e muitos, mas eu digo, muitos outros. Isso foi
minando as forças da RGE, em relação à Kripta, e mesmo
colocando-a como um selo de apresentação, as outras publicações não
vingariam mais do que seis edições. Isso viria a acontecer com Kripta
Apresenta Dr. Corvus, que durou míseras cinco edições, uma revista
com histórias de terror coloridas, para disputar o mercado com as da
Bloch. Kripta também apresentaria Pânico (que durou
apenas quatro edições), com péssimas edições e alguns desenhos bons, mas o
colorido acabava matando a arte de grandes artistas, como Mike
Zeck e Steve Ditko. Com a proposta de mostrar o terror
clássico, através dos contos do Barão Negro, Fetiche veio como
uma boa pedida e histórias que remontavam a biblioteca do castelo do
Barão, mas não durou mais do que três edições. Depois desses vôos altos e
sempre duelando com várias outras edições nacionais (perceba a nossa
singela competência), Kripta acabou sucumbindo com a mudança dos
tempos e o gosto dos novos leitores. A RGE ainda tentou dois
títulos, já que ainda possuía os direitos de publicação da Creepy
e Eerie, seriam a Shock, HQ de terror, e 3ª
Geração, ficção científica, mas não duraram mais do que cinco
edições. MO.
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| ótimos
desenhos de Rafael Auraleon (desenhista espanhol da
Eerie, que estaria sempre presente na Kripta). A
primeira história, seria Drácula, com argumento de Dube
e arte de outro desenhista consagrado: Tom Sutton. Vicente
Alcazar desenhou a fantástica história do marvelístico Doug
Moench, chamada A Doença Lunar, primeira das ficções que
povoariam cada edição, como uma espinha dorsal necessária. Com história e
desenhos de Sanho Kim, estava a terceira história: A
Espera. Provando que Doug Moench estaria sempre presente na
revista, mais um argumento, a quarta história a completar a primeira
Kripta, Ramon Torrents desenharia Satana a filha de
Satanás. Para fechar a edição, com o personagem principal da
Creepy narrando a história (que seria o selo da Kripta e
que todos o apelidariam de o "Alfred Newman do mal"), o público brasileiro
seria apresentado ao consagrado artista José Ortiz, que junto com
Corben estaria sempre presente nas edições vindouras. E uma
curiosidade, na quarta capa, a RGE dava as preliminares para o
número dois. |
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Ou "A Ira das Publicações que não deram certo".
Pois é, junto com o sucesso da Kripta, a
RGE tentou usar de muitos artifícios para vender ainda
mais o quadrinho de terror e ficção. Com isso, lançou títulos bastardos,
como Fetiche, um terror mais fantástico; 3ª
Geração, mais reportagens do que quadrinhos; Dr.
Corvus, HQ's coloridas, mas pouca qualidade;
Pânico, muito clássico; Shock, uma certa
continuação de Kripta, nada mais. |
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