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Publicado pela
RGE (Rio Gráfica Editora) a partir de setembro de
1976, talvez a melhor revista de terror e fantasia de
todos os tempos: KRIPTA. Suas estórias tinham como
origem, principalmente, a revista EERIE da
norte-americana Warren Publishing Co. Com ótimos roteiros
e desenhos de consagrados artistas, como Rich Corben (a
maior estrela americana da revista Heavy Metal, ao lado dos franceses
Moebius e Druillett), Berni Wrightson
(Monstro do Pântano), José Ortiz (tem estórias até hoje
na Heavy Metal), Howard Chaykin (American Flagg),
Frank Miller (Sincity), Neal Adams,
Esteban Maroto, Walter Simonson (Thor),
Steve Bissette (Montro do Pântano), George
Pérez (Novos Titãs), Val Mayerik, Alex
Niño, Alfredo Alcala (Conan), Leopold
Sanchez, Paul Neary, Tom
Sutton, Paul Gulacy (Predador vs. Batman),
Jim Starlin (Dreadstar), Gonzalo Mayo,
Luis Bermejo, Ramon Torrents,
Vicente Alcazar, ao lado de "veteranos" consagradíssimos
como Wallace Wood, Al Williamson,
Alex Toth, Jim Steranko, John
Severin, Leo Durañona e outros. Alguns
roteiristas: Doug Moench, Archie
Goodwin, Al Milgrom (Homem-Aranha), Don
McGregor (Sabre), Roger McKenzie, Bruce
Jones, Roger Stern, Nicola
Cuti, Bill Dubay, Budd Lewis,
Steve Skeates, Dave Sims.
Teve
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três
formatos: o inicial e melhor (24,5 x 17 cm), um pouco menor que o dos
comics americanos durou até o nº 26, valorizando os detalhes dos desenhos
e diagramação. Depois foi diminuído para uma variação do nosso grande e
conhecido formatinho, apenas com uma altura um pouco maior. Em seguida,
adotou o formatinho propriamente dito. Coisas do nosso mercado
econômico... Seu último número foi o de nº 60, em junho de 1981. No
rastro do sucesso da Kripta, a RGE
lançou outros títulos, mas que infelizmente não tiveram o mesmo êxito,
como Shock (também com estórias da Warren Publishing Co.), lançada em setembro de 1977; Fetiche (com estórias
da Charlton Comics), lançada em janeiro de 1979; e
3ª Geração (com material da Marvel), lançada em julho de
1981. A maioria das capas foi desenhada pelos brasileiros Walmir
Amaral de Oliveira e José Evaldo. A maior parte
das estórias eram séries, embora cada uma tivesse uma conclusão no próprio
número. A ambientação era extremamente variada: das complexidades das
viagens no tempo de "Rook, o homem que o tempo esqueceu",
o velho e selvagem oeste, onde até mesmo demônios podiam ser controlados
para fins próprios naquelas terras sem lei como em "Os Demônios de
Jeremiah Cold" e "Coffin", um branco condenado à
vida eterna, perambulando pelos |
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desertos dos índios
norte-americanos. Muitos clássicos
literários com a temática do horror foram adaptados, como "O Vale
da Três Colinas" de Nathaniel Hawthorne,
"Ar Frio" de H.P. Lovecraft (adaptada
por Berni Wrightson) e algumas obras de Edgar
Alan Poe (que ganhou uma publicação especial de 68 páginas em
1980, com a compilação dessas estórias como "A Máscara da Morte
Rubra", magistralmente desenhada por Rich
Corben, "Os Crimes da Rua Morgue", "O
Retrato Oval", "O Barril de Amontilado", entre
outros). Muitas são consideradas verdadeiras obras-primas da arte
seqüencial como a série "O Apocalipse" em quatro
capítulos, cada qual com o nome de um dos cavaleiros (A
Guerra, A Peste, A Fome,
A Morte), ou ainda, "A Noite dos
Dementes", uma jornada de pesadelo pela Londres do período
pré-industrial com suas multidões de desempregados e sem-rumo. Algumas
estórias solo também são memoráveis como "Lilith", a
estória da primeira mulher criada para ser esposa de Adão. Lilith não é
apenas uma estória escrita para uma revista em quadrinhos, segundo crenças
pré-cristãs, no Éden houve uma mulher antes de Eva. E na mitologia Persa
era chamada de "A Lua Negra". Hoje, A UCMComics volta a
publicar a Revista Kripta, agora on-line, histórias inéditas.
nacional! |
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