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véspera
do dia mais esperado do ano, o Natal. Na redação do site Nostalgia do
Terror, a equipe liderada pelo editor Ulisses Azeredo prepara os materiais
para a próxima atualização da página na internet, numa azáfama e
atropelo comuns à essa época.
- Súbito, o telefone
toca. Roberta, a secretária, atende e logo depois passa para o
editor, atabalhoado em seu computador.
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Ulisses, é o Mozart Couto, de Minas!
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Certo! Alô, mestre Mozart, como vai? – disse Ulisses, atendendo. –
Feliz Natal prá você também, são os votos de toda a equipe do NT.
- O
dia prossegue com muitos telefonemas, com desejos de Boas Festas e Feliz
Natal. No entanto, o editor Ulisses está preocupado. O material para a
atualização
do site não está completo. O escritor Rogério Silvério de Farias, de
Santa Catarina e o locutor Guto Russel, do Paraná, ficaram incumbidos de
redigir e narrar o novo conto em áudio de Natal, mas até aquele momento
nada havia chegado à redação.
- Ulisses
olhou para Nefasto Itiúba, auxiliar de auxiliar de Redação, e falou:
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Nefasto, seu abestado! Mande um e-mail urgente para o Rogério e outro para
o Russel. Os dois sumiram e o site Nostalgia precisa ser atualizado até a
meia-noite, antes do Natal!
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Já enviei, chefinho! – disse Nefasto, prestando continência ao
editor-chefe. – Mas até agora, nada!
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Diachos, onde se meteram esses dois? – disse Ulisses, coçando o queixo,
pensativamente.
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Chefinho, o Russel eu não sei, mas o Roger eu aposto que deve ter bebido
muito vinho e se embebedado numa das praias do Sul. Nessa época, por lá,
todo mundo bebe um pouco a mais.
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Vixe, Nefasto! Precisamos atualizar o site até meia-noite, senão os fãs
do NT irão ficar decepcionados. O pessoal espera ansioso pela atualização
especial de fim de ano!
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Certo, chefinho! Vou ver se consigo achar o telefone dos dois notáveis!
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Anda logo, cabra!
- Meditabundo
como um calango ao sol, Ulisses não sabe o que fazer se os materiais de
Russel e Roger não chegarem a tempo para a atualização de Natal.
“Valei-me nossa senhora, que farei?”
- De
repente, ouve-se estranhos ruídos. Todo o pessoal da redação espantou-se.
- Eram
ruídos que lembravam o bom velhinho, o Papai Noel: renas galopando, o
deslizar do trenó, pequenos sinos tocando, e a velha risada de um toque
sinistro... macabro.
- Sim, era ele! O
Caveirinha Sombrio, ou melhor, o Caveirinha Noel!
Chegava com seu trenó feito de ossos humanos e puxado por renas
esqueléticas.
- O
pessoal da redação logo foi espiar pela janela.
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É o Caveirinha Noel! – gritou Roberta.
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Sim... Deus! olha lá, chefinho! – disse Nefasto, lambendo os beiços. – O
Caveirinha Noel vem rodeado
por ajudantes gostosonas, meio góticas!
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Nefasto, seu abestado! Aquelas são as famosas “Caveirétes” – disse
Ulisses, desferindo um cascudo
no coitado.
- Roberta
disse:
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Veja, Ulisses! O Caveirinha traz nas costas um grande saco, por certo, cheio
de presentes!
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Obaaa! – gritou Nefasto, alegre, batendo palmas feito uma criança. -
Tomara que o Caveirinha Noel tenha trazido meu videogame!
- Ulisses
abriu a porta da redação e o Caveirinha Noel foi logo entrando,
chocalhando
seus ossos, meio trôpego devido ao peso do saco que trazia sobre o ombro.
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E aí, Caveirinha? Trouxe os presentes pra toda a equipe do NT?
- - He, He, he, he! Ulisses, seu nojento! Trouxe
dois presentes especiais pra todos vocês da redação!
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Vixe, então rapaz, abra logo abestado! Estamos ansiosos para ver os tais
presentes!
- Caveirinha
Noel colocou o grande saco sobre a mesa de trabalho do Ulisses.
- Todos
estavam ansiosos para saber que tipo de presente o Caveirinha Noel trouxera.
E a surpresa foi geral quando o saco foi aberto!
De
dentro saíram Rogério e Russel. Rogério segurava uma garrafa de vinho e
estava de pilequinho, soluçando, enquanto Russel trazia consigo balas,
caixas de bombons e presentes. Ambos cantavam, alegres e festivos:
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Feliz Natal, pessoal do Nostalgia do Terror!
- Ulisses
disse, meio enfezado:
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Roger, seu “tróço”! Você tomou todo o vinho que era pro pessoal da
redação comemorar na noite de Natal!
- E
todos caíram em risos e gargalhadas, até mesmo o Caveirinha Noel. Todos
com os espíritos desarmados, como convém a esta fantástica época do ano:
o Natal, época de paz e confraternização!
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